
O que não se pode deixar de ver, a pé e de metro: o Louvre logo de manhã, Notre-Dame, o Marais para almoçar, e no segundo dia a torre desde o Trocadéro e o Arco do Triunfo ao anoitecer.
Toca num ponto para veres qual é e como chegar.
Uma proposta, não uma obrigação: ao criar a viagem repartem como quiserem.
💡Atenção às esplanadas e às três burlas do costume
Um café na esplanada de uma praça famosa custa o triplo do que lá dentro, ao balcão, e é legal: há três preços consoante onde te sentas. E nas escadas do Sacré-Cœur e por baixo da torre vão abordar-te com a pulseirinha, o anel de ouro «que te caiu» e a assinatura para uma ONG. Não pares.
💡Tudo o que importa compra-se com antecedência
Louvre, Orsay, Torre Eiffel e Sainte-Chapelle vão com dia e hora, e na época alta voam. No primeiro domingo do mês muitos museus são grátis: soa bem, mas é o dia com mais fila do mês. Se a viagem é curta, paga e entra logo de manhã.
💡No primeiro domingo do mês muitos museus são gratuitos
Não todos e não todo o ano, mas vários dos grandes. Em troca há mais fila do que o normal. Vê no site de cada museu antes de comprar bilhete, porque as condições mudam de um para outro.
💡Os bairros vão em espiral e o número situa-te
Os vinte distritos giram em espiral do centro para fora, por isso o número que vês nas moradas diz-te a que distância estás do rio. Do 1 ao 8 é o centro turístico; do 10 em diante é onde a cidade vive e janta.
💡O metro chega a tudo e há caderneta de dez viagens
Paris anda-se a pé mas é grande. O bilhete avulso sai caro: pede um «carnet» de dez ou o passe Navigo se ficares a semana. Atenção, muitas estações não têm elevador nem escadas rolantes, por isso com mala grande pensa na linha antes.
💡Versalhes é um dia inteiro, não uma manhã
O palácio, os jardins e o Trianon estão longe uns dos outros e o recinto é enorme. Chega-se de comboio suburbano desde o centro e as filas são longas mesmo com bilhete. Metê-lo num dia com outra coisa é a forma certa de não ver nenhuma das duas.
💡O menu de almoço custa metade do jantar
Quase todos os restaurantes têm fórmula de almoço — entrada e prato, ou prato e sobremesa — por bastante menos do que a carta da noite. Comer bem ao almoço e jantar leve é o que faz Paris deixar de ser cara.
💡À Torre Eiffel pode subir-se pelas escadas
Até ao segundo piso há escadas, custam bastante menos do que o elevador e têm muito menos fila. São cerca de setecentos degraus divididos em dois troços com descanso. Dali muda-se para o elevador se quiseres o topo.
💡Jantar de piquenique junto ao rio é o que eles fazem
Uma padaria, uma queijaria e uma garrafa, e depois para as margens do Sena ou o canal Saint-Martin ao pôr do sol. Não é um arranjo de mochileiro: é um hábito local, e no verão as margens enchem-se de gente a fazer exatamente isso.
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